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O segredo de Adryanna Barros
Nem somente o samba nasceu lá na Bahia.
Nas noites quentes da ilha de Itaparica iniciou-se em meados
dos anos 90 um romance que hoje ocupa a indignação
de milhares de funcionários de um dos maiores fabricantes
de automóveis do mundo, as páginas de jornais,
uma auditoria interna, policia e promotoria pública da
Alemanha. Um dos nomes mais insistentemente citados pela imprensa teutônica no caso, Adriana B., logo entrou para o rol de piadas comuns a casos escabrosos como o escândalo que a Volkswagen vem enfrentando há semanas e praticamente arruinou imagem e finanças do maior fabricante de automóveis da Europa: Executivos da companhia armaram em dez anos, a partir de 1996, segundo a auditoria interna, um esquema de financiamento de orgias internacionais em beneficio próprio, que ultrapassou os limites da imaginação mesmo de peritos familiarizados com essa espécie de crime. O destino
de Adriana e o torneiro-mecânico O que ninguém sabe, e desvendamos agora, é
que a tal brasileira Adriana B. é a apresentadora
Adryanna Barros, que na Rede TV! possui programa dominical
homônimo voltado ao turismo. Adriana Maravalhas Barros, natural de Garça, interior
paulista, primogênita de uma familia de cinco filhos,
sofreu um duro golpe quando, no início dos anos 90,
os negócios com café de seu pai deram para trás.
A falência e perda de todos os bens causaram a prematura
morte do genitor. Adriana, mimada garota, que ia a escola em
carro com motorista, começou aos pouco mais de trinta anos
de idade, hoje tem 44, a conhecer a vida pelo lado mais duro. Ela já havia tentado a sorte como modelo na adolescência,
sem sucesso. Formou-se em Educação Física
pela Universidade de Marilia e, ainda gozando do fôlego
financeiro do pai, abriu uma academia de ginástica em
Garça, Oficina do Corpo, igualmente sem os esperados
resultados. Vendo que fitness e aeróbica não eram
seu futuro, ela resolveu investir estudando Jornalismo, também
na Universidade de Marilia. Teve uma rápida passagem por uma tevê local
de Marilia, pertencente a um primo, onde apresentava um
tipo de colunismo social televisivo caipira. Ela deixou de
ser garota mas queria continuar sendo mimada. Foi demitida. A Classe
operária vai ao paraíso A convivência com gente de todas as partes do mundo
começou a exercer fascinação em Adriana.
Os hóspedes masculinos mais velhos e bem de vida eram
para ela ainda mais fascinantes. Diz-se que sua queda por senhores
endinheirados também a fez ter um romance com o locutor
esportivo Galvão Bueno. Mas o pão-durismo global
parece ser diferente do da Volkswagen alemã. Os executivos da empresa germânica também têm
suas fascinações e foi nas areias brancas
de Itaparica que Klaus Volkert descobriu o que é que
a baiana tem. Mesmo sendo a baiana uma paulista. Qual gringo
já nota a diferença? A partir de então ninguém mais segurou a dupla
de apaixonados. Adriana, deslumbrada com as primeiras, logo
frequentes viagens, e incentivada por Volkert, resolveu embarcar
definitivamente no jornalismo. Procurou o SBT Centro-Oeste
Paulista de Jaú para contratar espaço para um
programa próprio e a produtora de vídeo Ideon Video,
de Baurú, para realizar a produção. Tema
da transmissão: Turismo, viagens longínquas, paisagens deslumbrantes,
eventos de gala, barcos e assuntos os mais diversos, relacionados
a luxo e luxúria. Uma espécie de Daslu eletrônica.
O mensalão de Adriana era uma dor de cabeça
para a agência publicitária brasileira, que
se via obrigada a "lavar" uma quantia mensal, às custas
do orçamento da Volks, assumindo com isso sérios
riscos de enfrentar problemas posteriores, que ainda estarão
por vir (de acordo com o trabalho da auditoria) patrocinando
um programa, o Programa Adriana Barros, sem audiência, resultados
ou expressão no público. Além disso, ou paralelamente, multiplicavam-se as
viagens de Adriana ao encontro de Klaus. Adriana se sentia
agora a autêntica estrela televisiva. A auditoria interna
constatou que ela só viajava em vôos de primeira
classe e os hotéis eram os mais requintados. Em 2002, as coisas iam de vento e popa. Adriana consultou
um numerólogo e adotou o nome de Adryanna Barros.
Gente fina é outra coisa. As viagens cada vez mais intensificavam-se.
A moça caipira realizava o sonho de conhecer o
mundo e divertir-se, ganhando para tudo isso um bom dinheiro.
Coisa das mil e uma noites. Automóveis Polo, motoristas de Smoking e atriz pornô
checa Em 2003 o programa completou finalmente 150 exibições
pela SBT regional. Razão para comemorar com uma festa
gigantesca na chácara. Mais uma vez a Volkswagen mostrou-se
generosa. Para os convidados distantes a empresa cedeu uma frota
de carros modelo Polo, com motoristas trajando Smoking. Um sucesso.
Gente fina é outra coisa, mas às vezes tem uma inclinação
para o brega. Os anos fazem-se sentir. Adryanna já submeteu-se a
várias cirurgias plásticas, implantações de silicone
incluídas, e fontes próximas a ela afirmam que até isso
foi a Volks que pagou. O rejuvenescimento acompanha a ascensão da
apresentadora. Em 2004 o programa passa a ser transmitido em todo o estado
de São Paulo pela SBT, sendo a transmissão
para a grande São Paulo feita pela TVA. Demissões e uma empresa a ser saneada Ontem os jornais locais trouxeram manchetes denunciando que também políticos alemães estão envolvidos no escândalo. Deputados estaduais da Baixa-Saxônia participaram de bacanais com prostitutas no País Checo e na Espanha, sob o patrocínio também da companhia. Até agora, além de Volkert, Schuster e Hartz, mais três executivos do primeiro escalão foram demitidos ou adiantaram-se à demissão. Outras demissões são esperadas. Perdidos de amores desleixaram o comando da empresa. Wolfgang Bernhard, convocado para comandar o processo de saneamento da empresa, afirmou em entrevista que a situação poderá custar a demissão de trinta mil pessoas e o possivel fechamento de filiais. Um sistema de empresas fantasmas pertencentes aos próprios executivos envolvidos, entre eles Schuster e Volkert, e com o objetivo de, através de contratos com a empresa, sugar polpudas somas, foi descoberto. Wolfgang Meinig, chefe do Centro de Pesquisa da Economia Automobilística de Bamberg declarou que a solução para a Volkswagen será a venda da empresa para outro grupo. Para ele os prejuízos financeiros e de imagem da empresa são dificeis de serem superados. O valor de bolsa da VW não passa de 15 bilhões de euros. Uma pechincha. O lado brasileiro do escândalo, a apresentadora Adryanna Barros, não tem comentado o assunto abertamente e não respondeu à tentativa da ABKnet de saber sua versão da história. Seu programa vai ao ar, em cadeia nacional, todos os domingos às 10h30 , agora pela Rede TV!. A auditoria ainda não pode confirmar se Adriana também será processada. Provavelmente não, afinal de contas ela não era funcionária da VW. Ela sequer dirige carros Volkswagen. Uma ingrata, essa Adriana B., aliás, Adryanna Barros. Gente fina é mesmo outra coisa. . Ministro brasileiro partcipou de orgias Peter Hartz, com queda para brasileiras, é mais um indiciado no escândalo Volkswagen do Brasil organizava orgias Leia as últimas do caso na Página Principal |
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