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A rainha da pornografia
Exibido pelo Fantástico (Set. 1998).
Repórter : Ana Paula Padrão.
Cinegrafista: Sérgio Gilz.
Produção: Antonio Bulhões
(P/AbkNet)
Beate Uhse representa para o sexo na Alemanha pós-guerra o que
Adenauer representou para a
política.
Conhecida no país tanto quanto a Mercedes Benz, no exterior
chegou às manchetes por ser a pri-
meira firma especializada em sexo, a ingressar no mercado das bolsas
de valores.
Em 1936, aos dezessete anos, ela mostrava que era mais que uma simples
garota: Com essa idade Beate Uhse fez com êxito as provas para pilotar
aviões recebendo seu brevet e, durante a segunda
guerra mundial, foi pilota de provas da Luftwaffe, tendo sido encarregada
de levar os aviões de combate e caças alemães para
as frentes de batalha. No fim da guerra, em 1945, quando o cerco final
de Berlim arrasada pelos russos era inevitável ela salvou a própria
vida decolando no último avião inteiro da cidade, um bimotor
militar, conseguindo voar por sobre os campos de batalha e aterrissar em
segurança longe das bombas. Na "garupa" levava o pequeno filho
Ulrich.
Beate Uhse é pioneira e inaugurou o primeiro Sex-shop do mundo
em 1962, em Flensburg, norte
do país de onde ainda hoje dirige seu império, espalhado
por toda a Europa.
Simples e feminina no trato, apesar da idade e do dinheiro que possui,
aos 78 anos ela ainda afir-
ma que (apesar de algumas feministas a tê-la como precursora
do movimento) sempre se deu me-
lhor com os homens que com as mulheres.
A reportagem focalizou sua firma, sua personalidade e pela primeira
vez mostrou nas telas brasilei-
ras a origem de um setor da economia que, nascendo há cinquenta
anos, até hoje desconhece uma
crise. |