| ABK NET |
| sábado 25/03/00
Todos os direitos Abknet, reprodução total ou parcial somente com permissão. FMI: Larry Summers usa metódos da máfia / Brasil mostra ser "pau mandado". O homem vestido num fino terno escuro que, no dia 10 de março, chegou à sede do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento para uma conversa com o presidente da instituição Horst Köhler, recém anunciado candidato da Alemanha para ao posto de diretor-gerente do FMI, era enviado especial de Lawrence Summers, ministro americano de finanças e principal responsável pelo torpedeamento do candidato anterior ao cargo, o teuto-brasileiro Caio Koch-Weser, que renunciara na terça de carnaval, sucumbindo às pressões americanas contra seu nome. O semanário "Der Spiegel" que vai às bancas na próxima segunda-feira revela agora os motivos da repentina visita e porque os americanos perderam espaço para "derrubar" o novo candidato, depois de ensaiar não apoiá-lo. Durante meia hora os dois especialistas conversaram amigavelmente, diz o periódico, quando o visitante resolveu colocar as cartas na mesa e dizer o porque de sua vinda: Ele queria comunicar que também sua candidatura (de Köhler) não tinha o apoio dos americanos e que o melhor caminho seria ele não aceitar a indicação, se esquivando de candidatar-se, caso contrário "Washington cuidaria de que ela idem fracassasse". Estupefato, Köhler encerrou o assunto e pediu
que o grosseiro visitante se retirasse da sala e partisse.
A revelação mostra como se manipulam aliados e deixa claro que os escrúpulos desconhecem regras políticas e de diplomacia. Quem sai perdendo são exatamente países da periferia que precisam do FMI (os grandes não) e ficam a mercê das intrigas imaginando estar desempenhando um papel na historia. Brasil fez tudo como os americanos queriam Apesar de fontes diplomáticas e da área economica do governo do Brasil terem se manifestado a jornais de S. Paulo e Rio de Janeiro como neutros na luta pelo cargo no FMI, a vinda a público do referido caso acima mostra que os brasileiros fizeram o papel de "pau mandado" dos americanos no caso. "Não faremos nenhuma declaração pública sobre esse assunto pois nada temos a ganhar com isso e, pelo contrário, só temos a perder", disse um alto funcionário da Fazenda, dois dias antes da primeira votação, aos jornais brasileiros, tentando esconder o voto casado com o dos americanos, que praticamente tirou o brasileiro Caio do páreo. O Brasil, como os EUA, se absteve na votação. A ABKnet, divulgou após isso dados da eleição
que vazaram e chegaram à internet na Alemanha e pelo mapeamento
ficava claro que, numericamente, o voto do Brasil jamais poderia
ter sido para Koch-Weser.
Veja também os links: O duro caminho de Caio até
a renúncia
|
|
Veja ainda: Fusão gera maior banco do mundo Saiba mais sobre a ABKnet - Veja quem recebe nossos News O maior caso mundial de pirataria de Software. A central de lavagem de dinheiro na Europa O neonazismo virtual: ódio na rede A câmera que vê através das roupas Uma pirâmide no meio do mar levanta dúvidas históricas |
.[ Home | | Volta | Feedback ]
ABKNET - Pfarranger
4 - 84416 Taufkirchen / Vils - Germany
Tel.: 0049 - ( 0 ) 8084 - 3359
Fax: 0049 - ( 0 ) 8084 - 7785