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Sexta, 04/05/01 
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Exclusivo: Linux - A marcha do Pingüim

A popularização irreversível do sistema / Empresas escondem que usam Linux / Versão "fácil"  já existe em português


Mandrake -  uma das mais populares versões de Linux

O movimento não é visível a olho nu. Além disso, muitos especialistas e envolvidos em jogos de interesses comerciais procuram minimizar, negar e esconder. A marcha mundial do sistema operacional Linux é contudo e apesar disso, literalmente avassaladora. 
Pricipalmente na internet, no segmento de servidores web e na área antes dominada por Unix, os efeitos se fazem sentir diretamente no caixa de empresas como a Sun que, somente no último trimestre, teve uma redução de 400% nos lucros, em relação ao ano anterior, não conseguindo ultrapassar a casa dos 136 milhões de dólares. 
O declínio de empresas como a Sun, líder em tecnologia Unix, Hewlet-Packard e não por último as imensas dificuldades da Microsoft, cujo novo sistema operacional Windows 2000 tem sido simplesmente ignorado pelas empresas,  indicam que a ascensão do pequeno pingüim é irreversível.

Distribuidoras e especialistas pelo mundo

As facilidades com o surgimento da internet aberta, favoreceram decisivamente o nascimento de companhias que, independentes dos grandes nomes de software e sistemas, estimularam o desenvolvimento e popularização de Linux, de forma não apenas efetiva e descentralizada, mas com a colaboração de especialistas espalhados em todos os recantos do mundo. Qualquer usuário que, tendo um problema ou uma sugestão, escrever para um dos e-mails das chamadas distribuidoras, recebem frequentemente em questão de horas, uma resposta da pessoa responsável pelo módulo, esteja ela em Berlim, Sidney ou Rio de Janeiro.
É o caso da SuSE, maior distribuidora européia de Linux, que produz o chamado "Kernel", que é a alma do sistema operacional, em conjunto com uma equipe de colaboradores localizados por todo o planeta. A SuSE financia suas atividades com a prestaçao de serviços a empresas que utilizam o sistema e na venda de pacotes de softwares baseadas em Linux.
Também tubarões do mundo digital deram uma guinada radical. Desde fins 1999, a IBM embarcou no barco Linux com o objetivo de unificar a plataforma de sistemas operacionais aplicadas aos seus modelos. Os ser- vidores produzidos pela empresa tiveram seus sistemas substituídos por Apache, uma versão Linux para a web que detém uma fatia de 50% da área. Há duas semanas atrás a empresa deixou a sisudez de lado e promoveu uma milionária campanha publicitária atravésdos mais diversos meios de comunicação como tv, rádio e jornais, não poupando sequer as ruas da mais liberal das cidades americanas, São Francisco, que ficou colorida de placares sob o lema "Paz, Amor e Linux".
O sistema operacional já domina em algumas áreas 25% do mercado de empresas, atropelando concorren- tes como Unix e Windows. Os executivos da Microsoft, embora não admitam em público, reconhecem em conversas internas, que o pingüim representa a maior ameaça real à empresa. Talvez por esta causa que Bill Gates & Cia. tentam desesperadamente colocar os pés em outras áreas, fora de seu domínio tradicional, in- clusive no mercado de jogos de console.

Empresas escondem que usam Linux

Apesar de um silêncio sepulcral, algumas empresas estão, contraditoriamente ao que procuram mostrar, lan- çando mão de Linux. E isso sem cerimônias. Mesmo as que possuem contratos de cooperação técnica com companhias da área concorrente. É o caso de um dos maiores provedores europeus, maior da Alemanha, o T-Online, subsidiária da Deutsche Telekom e com 8,7 milhões de assinantes ( pagantes ), que tem todo o seu sistema de correio eletrônico baseado em Linux, mas guarda o segredo a sete chaves. Talvez por possuir acordos técnicos com a Microsoft.
Também a alemã GMX, maior sistema de e-mails grátis da Europa, com 8,2 milhões de cadastrados e o WEB.DE,  com 3 milhões de usuários, utilizam o mesmo recurso, mas escondem o fato. Juntando esses números pode-se deduzir que a maior parte de todo sistema de e-mails da Alemanha são administrados por Linux.

Estes dados incontestáveis, fornecidos em primeira mão à ABKnet por uma fonte privilegiada, mostram de forma inédita a que patamar o sistema já avançou. 
Um consórcio de duas dezenas de empresas de atuação mundial, entre elas Intel, Motorola e outras, foi formado para incentivar o desenvolvimento de ferramentas Linux. 

Depois da rede os usuário comum - Popular versão de Linux em português

Também entre os usuários comuns é cada vez maior a aproximação com o sistema operacional. Seja de forma direta ou indireta.
No Japão 23 indústrias eletrônicas do porte da Toshiba, NEC, Sony e Mittsubishi, duas universidades e participantes de menor peso, firmaram em meados do ano passado um acordo para o desenvolvimento conjunto de versões Linux aplicáveis a dispositivos digitais domésticos, celulares e sistemas de navegação para automóveis. Sinal de que em breve as novidades nesse campo aumentarão.

No setor governamental internacional é também palpável a mudança. Com receio de espionagem, por utilizar programas e sistemas operacionais da americana Microsoft, que teoricamente poderia e pode abrir arquivos sensíveis, enviandos aos norte-americanos, principalmente aos serviços de inteligência dos EUA, o governo alemão decidiu banir de seus computadores os produtos da MS. Recentemente o ministério das relações exteriores simplesmente cancelou uma conferência à distância com seus diplomatas, por temor de que estariam sendo "grampeados" do outro lado do continente. O comentário de um funcionário foi de que, na atual situação, em nada diferia se a conferência fosse realizada na sede da CIA.
O governo estuda agora uma forma de substituir os sistemas e programas utilizados, procurando um caminho que inevitavelmente levará a Linux.

É o que já está ocorrendo na França. Lá o governo já está em fase de aplicação do sistema Linux em todo o seu aparelho de informática. Talvez esta mudança seja a causa de pequenas surpresas vindas de lá.. 

Versão popular também em português

Complicado para leigos, a instalação do sistema é um dos obstáculos para sua utilização em computadores comuns. Também neste ponto estão ocorrendo avanços. Vem exatamente da França uma das versões do sistema que mais tem se popularizado. É o Mandrake, que no último ano foi a versão Linux mais adquirida nos EUA, ultrapassando o famoso Red Hat.
Cada vez mais fácil de instalar, a nova versão 8.0 acaba de ser colocada para down load pela empresa e ficou ainda mais simples. Com uma superfície de fácil manuseio e percepção, tem uma enorme vantagem, a de poder ser instalada mesmo num ambiente de Windows, ou seja, ela corre paralela ao sistema operacional já instalado no computador. Existente nas mais diversas línguas, o Mandrake possui sua apresentação para o público brasileiro, produzida em português.

Com certeza Linux possui suas vantagens e desvantagens, mas por ser um sistema Open Source, é transparente o suficiente para que cada um saiba o que está usando. E quem quiser pode ainda modificá-lo, adaptando-o segundo as suas necessidades. É acima de tudo extremamente estável, profissional e, como bônus extra, é grátis.
O fato de trazer pequenas complicações para ser instalado por leigos é um problema que está sendo resolvido, como mostra o Mandrake. Para azar dos que são contra.

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Não deixe de visitar:
Site do SuSE, maior distribuidor Linux Europeu

Site do Mandrake - Linux em português

Site do Red Hat - Linux grátis

Site do Apache - Linux para a web

Site da Sun - Tecnologia Unix

Site da T-Online maior provedor da Alemanha

Site da GMX - E-mail grátis

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