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Reinhard Spitzy- um ex-nazi
Exibido pelo Fantástico (Nov. 1997).
Repórter : Geneton de Moraes.
Cinegrafista: Sérgio Gilz.
Produção: Antonio Bulhões
(P/AbkNet)
Reinhhard Spitzy era um jovem sonhador, culto e voluntarioso que, como
muitos outros no seu tempo, achou que Hitler era a saída política
para os problemas de seu povo. Austríaco de nascimento, seu pai
fora médico da corte austríaca.
Após diplomar-se em 1936 na Escola de Ciências Políticas
de Paris, teve uma carreira fulminante como diplomata do Reich, tornando-se
assistente do ministro do exterior nazista Joachim von Ribbentrop.
Foi nessa posição que participou
da famosa "Conferência de Munique" em Setembro de 1938, ponto de
partida para a segunda guerra mundial, e da qual é o último
dos presentes que continua vivo. Convivendo pessoalmente com o "Führer",
afirma entre outras coisas interessantes, que os olhos de Hitler exerciam
um profundo poder dominante, quase hipnótico.
Desiludido com a política catastrófica
do nazismo, afasta-se da nata nazista e transfere-se para a embaixada da
Alemanha na Espanha. Após a guerra foge e vive 10 anos anônimo
na Argentina.
É desse tempo que lembra, pelo fato de
ouvir constantemente rádio para se acercar da situação
política, o jargão da Rádio Jornal do Comércio
de Pernambuco, o qual ainda hoje ele repete com sotaque: "Pernambuco
falando para o mundo".
Reinhard Spitzy já escreveu dois livros que são
hoje fontes de referência para historiadores europeus: "Como perdemos
o Reich" e "Assim fugimos do aliados", sem tradução no Brasil.
Hoje vive retirado em um pequeno rancho encravado
num idílico vale dos Alpes austríacos, onde nos recebeu para
a entrevista.
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